
A reforma tributária entrou em outubro de 2026 com impactos cada vez mais concretos na rotina fiscal das empresas. Afinal, boa parte da preparação para IBS e CBS passa justamente pelos documentos fiscais eletrônicos.
Desde 1º de outubro, novas etapas do cronograma oficial entraram em vigor. Além disso, Receita Federal, Comitê Gestor do IBS e órgãos responsáveis pela NFS-e continuam publicando ajustes técnicos para preparar empresas e sistemas para 2027.
Por isso, outubro não deve ser tratado apenas como um mês de acompanhamento. Para muitas empresas, é o momento de testar ERP, rever cadastros e conversar com a contabilidade.
1. NFS-e ganhou uma nova etapa em outubro
O cronograma oficial da reforma tributária estabeleceu 1º de outubro de 2026 como início de uma nova etapa para a NFS-e destinada aos serviços em geral abrangidos pelo cronograma.
Além disso, também avançaram documentos como NFCom, Declaração de Importação de Remessa e a primeira fase da Declaração de Regimes Específicos.
Portanto, empresas de serviços precisam acompanhar não apenas os impostos, mas também a infraestrutura utilizada para emitir documentos.
2. Empresas do Simples têm um calendário próprio
Esse é um ponto importante.
Para microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional, a obrigatoriedade de utilizar o Emissor Nacional da NFS-e começa em 1º de novembro de 2026.
Já as regras de IBS e CBS aplicáveis ao Simples passam a produzir efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027.
Assim, não se deve confundir a implantação geral da reforma com o calendário específico do Simples.
3. NF-e e NFC-e também estão sendo atualizadas
No comércio, as mudanças aparecem principalmente na NF-e e na NFC-e.
Em 1º de outubro, o Portal da NF-e publicou novas versões de documentos técnicos, incluindo a NT 2025.002 v1.52, dedicada à adequação da NF-e e NFC-e à reforma tributária, além da NT 2026.010, relacionada ao novo DANFE para a RTC.
Portanto, varejistas e empresas que vendem mercadorias também precisam confirmar se seus sistemas estão atualizados.
4. O cadastro se torna ainda mais importante
Um ERP atualizado não resolve tudo.
Descrição incorreta, cadastro fiscal incompleto ou classificação inadequada podem continuar provocando erros.
Por isso, outubro é um bom momento para revisar produtos, serviços, clientes e fornecedores.
Além disso, essa limpeza cadastral facilita a implantação dos novos campos ligados ao IBS e à CBS.
5. O que fazer agora?
A empresa pode começar por cinco ações simples:
- conversar com o fornecedor do ERP;
- verificar se o sistema recebe as notas técnicas atuais;
- revisar produtos e serviços;
- conferir clientes e fornecedores;
- alinhar emissão fiscal e contabilidade.
Dessa forma, janeiro de 2027 deixa de ser uma data de improviso.
Conclusão
A reforma tributária já está mudando a infraestrutura das notas fiscais.
Por isso, empresas de serviços e comércio devem aproveitar outubro para revisar sistemas, cadastros e processos.
Quanto antes essa preparação acontecer, menor será o risco de rejeições, retrabalho e problemas no faturamento durante a transição. Entre em contato conosco aqui.