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Consultoria Tributária  ·  Contabilidade

Empresas do Simples Nacional B2B: como a Reforma afeta sua competitividade

By Thalis Nicotte 

Empresas do Simples Nacional B2B precisam olhar para a Reforma Tributária com mais estratégia e menos improviso.

Atualmente, muitos empresários ainda perguntam apenas se vão pagar mais imposto. Contudo, a pergunta mais importante pode ser outra: sua empresa continuará competitiva para clientes pessoa jurídica?

Índice

  • O impacto vai além dos impostos
  • Por que empresas do Simples Nacional B2B precisam se preocupar?
  • O cliente passa a enxergar sua empresa de outra forma
  • O Simples Nacional vai acabar?
  • Competitividade será o grande desafio
  • O que muda com a Reforma Tributária?
  • O novo sistema valoriza os créditos tributários
  • O que é crédito tributário em linguagem simples?
  • O cliente deixa de olhar apenas para o preço
  • Por que o crédito tributário pode mudar a negociação?
  • A Reforma aumenta a concorrência entre fornecedores
  • O que acontece com a empresa do Simples tradicional?
  • O melhor regime depende do perfil dos clientes
  • O cliente pode pedir desconto por causa da Reforma?
  • Nunca conceda desconto sem fazer simulações
  • Quais empresas B2B devem ter mais atenção?
  • Quanto maior a dependência de clientes PJ, maior o risco
  • O que muda para clientes do Lucro Real e Lucro Presumido?
  • Prepare sua empresa para responder perguntas técnicas
  • O Simples Nacional híbrido pode resolver o problema?
  • Mais crédito nem sempre significa mais lucro
  • O risco de proteger o cliente e prejudicar a própria margem
  • Proteja sua rentabilidade antes de negociar
  • Como a Reforma pode afetar contratos B2B?
  • Contratos também fazem parte do planejamento tributário
  • Como revisar a formação de preço?
  • A formação de preço precisa considerar o novo cenário
  • Como conversar com clientes estratégicos?
  • Informação gera confiança na negociação
  • Quais dados a empresa precisa levantar?
  • Dados confiáveis geram decisões melhores
  • O que acontece se a empresa ignorar a Reforma?
  • Quem espera para agir pode perder competitividade
  • A contabilidade precisa atuar de forma consultiva
  • Contabilidade estratégica faz diferença
  • Como a Automatize Contabilidade by CLA pode ajudar?
  • Planejamento antes da concorrência
  • Conclusão: a competitividade começa antes da negociação

O impacto vai além dos impostos

Afinal, a Reforma Tributária não acaba com o Simples Nacional, mas muda a forma como clientes empresariais avaliam preço, crédito, contrato e custo líquido.

Por que empresas do Simples Nacional B2B precisam se preocupar?

Primeiramente, empresas do Simples Nacional B2B vendem para outras empresas. Portanto, elas lidam com clientes que costumam analisar custo, prazo, contrato, qualidade e impacto fiscal.

Com a Reforma Tributária, esse impacto fiscal ganha mais importância. Afinal, clientes pessoa jurídica podem observar quanto crédito de IBS e CBS uma nota fiscal gera.

O cliente passa a enxergar sua empresa de outra forma

Assim, a empresa do Simples não deve olhar apenas para o valor do DAS. Além disso, ela precisa entender como o cliente enxerga o custo da contratação.

O Simples Nacional vai acabar?

Não. O Simples Nacional não vai acabar com a Reforma Tributária. Portanto, o empresário não precisa tomar decisões com base em medo.

Conforme a legislação das microempresas e empresas de pequeno porte, o regime continua existindo como tratamento favorecido. Contudo, o ambiente tributário ao redor dele muda.

Competitividade será o grande desafio

Desse modo, a empresa pode continuar no Simples, mas ainda assim enfrentar pressão comercial. Afinal, competitividade não depende apenas do imposto pago, mas também do crédito gerado ao cliente.

O que muda com a Reforma Tributária?

Antes de mais nada, a Reforma Tributária altera a tributação sobre o consumo. Atualmente, empresas lidam com PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.

Com a Reforma, esses tributos serão substituídos gradualmente por CBS e IBS. Assim, o Brasil passa a trabalhar com uma lógica de IVA Dual.

O novo sistema valoriza os créditos tributários

Além disso, esse novo modelo fortalece a não cumulatividade. Ou seja, empresas compradoras podem aproveitar créditos de tributos pagos em etapas anteriores, conforme as regras aplicáveis.

O que é crédito tributário em linguagem simples?

Crédito tributário, nesse contexto, representa o valor de imposto que o cliente pode aproveitar para reduzir tributos futuros.

Por exemplo, quando uma empresa compra um serviço ou produto, ela pode usar parte do imposto daquela compra como crédito. Assim, o custo líquido da contratação fica menor.

O cliente deixa de olhar apenas para o preço

Portanto, no B2B, o cliente não olha apenas o preço da nota fiscal. Ele também avalia quanto crédito aquela compra gera.

Por que o crédito tributário pode mudar a negociação?

Inegavelmente, o crédito tributário pode mudar a forma como empresas escolhem fornecedores. Afinal, dois fornecedores podem cobrar o mesmo preço, mas gerar créditos diferentes.

Se um fornecedor gera mais crédito, o cliente pode enxergar um custo líquido menor. Assim, esse fornecedor pode parecer mais vantajoso na comparação.

A Reforma aumenta a concorrência entre fornecedores

Por isso, empresas do Simples Nacional B2B precisam entender sua posição. Caso contrário, podem perder negociação mesmo oferecendo bom serviço.

O que acontece com a empresa do Simples tradicional?

No Simples Nacional tradicional, a empresa mantém maior simplicidade e recolhe tributos principalmente pela lógica do DAS.

Contudo, essa simplicidade pode vir acompanhada de menor geração de créditos para clientes empresariais. Assim, alguns clientes podem considerar a contratação menos vantajosa.

O melhor regime depende do perfil dos clientes

Dessa maneira, a empresa precisa avaliar se o Simples tradicional continua suficiente para seu modelo comercial. Afinal, o regime pode ser bom para a empresa, mas menos atrativo para o cliente.

O cliente pode pedir desconto por causa da Reforma?

Sim, eventualmente o cliente pode pedir desconto. Principalmente se entender que a nota da empresa do Simples gera menos crédito do que a nota de outro fornecedor.

Nesse caso, o cliente pode argumentar que o custo líquido da contratação ficou maior. Portanto, pode tentar compensar essa diferença no preço.

Nunca conceda desconto sem fazer simulações

Contudo, a empresa não deve conceder desconto sem cálculo. Afinal, reduzir preço sem revisar margem pode transformar contrato lucrativo em prejuízo.

Quais empresas B2B devem ter mais atenção?

Principalmente prestadores de serviço para empresas precisam agir com antecedência. Isso inclui consultorias, agências, tecnologia, serviços administrativos, manutenção, terceirização e fornecedores recorrentes.

Além disso, pequenas indústrias, distribuidores e fornecedores de insumos também precisam estudar o impacto. Afinal, muitos clientes empresariais analisarão créditos de IBS e CBS.

Quanto maior a dependência de clientes PJ, maior o risco

Assim, quanto maior a dependência de clientes PJ, maior a necessidade de planejamento. Desse modo, empresas com poucos contratos relevantes devem ter atenção redobrada.

O que muda para clientes do Lucro Real e Lucro Presumido?

Clientes do Lucro Real e do Lucro Presumido podem observar com mais atenção os créditos tributários. Afinal, eles costumam analisar a compra de forma mais técnica.

Com a Reforma, esses clientes podem comparar fornecedores pelo custo líquido. Ou seja, analisam preço menos créditos aproveitáveis.

Prepare sua empresa para responder perguntas técnicas

Portanto, empresas do Simples Nacional B2B que atendem esse público precisam se preparar. Caso contrário, podem responder mal a perguntas comerciais e fiscais.

O Simples Nacional híbrido pode resolver o problema?

O Simples Nacional híbrido pode ajudar em alguns casos, mas não resolve automaticamente. Nesse modelo, a empresa continua no Simples para parte da tributação, mas apura IBS e CBS fora do DAS.

Assim, ela pode gerar créditos mais amplos para clientes empresariais. Contudo, também pode pagar mais imposto, assumir mais controles e aumentar sua complexidade operacional.

Mais crédito nem sempre significa mais lucro

Portanto, o híbrido precisa passar por simulação. Afinal, gerar mais crédito para o cliente não significa, necessariamente, ganhar mais dinheiro.

O risco de proteger o cliente e prejudicar a própria margem

Por vezes, o empresário aceita mudar preço ou modelo para atender um cliente grande. Contudo, essa decisão pode prejudicar a margem.

Se a empresa gera mais crédito ao cliente, mas não reajusta preço, ela pode transferir benefício econômico sem proteger o próprio lucro.

Proteja sua rentabilidade antes de negociar

Assim, antes de qualquer mudança, a empresa deve calcular imposto, crédito, margem, custos e risco de perda do contrato. Dessa forma, negocia com segurança.

Como a Reforma pode afetar contratos B2B?

Contratos B2B precisam de revisão. Afinal, muitos contratos atuais foram firmados antes da nova lógica de IBS e CBS.

A empresa deve verificar cláusulas de reajuste, reequilíbrio econômico, mudança tributária e repasse de custos. Além disso, deve avaliar se contratos longos permitem renegociação.

Contratos também fazem parte do planejamento tributário

Desse modo, a empresa evita ficar presa em um preço antigo dentro de um cenário novo. Portanto, contrato também protege competitividade.

Como revisar a formação de preço?

Antes de tudo, a empresa precisa calcular sua margem real. Ou seja, deve saber quanto sobra depois de impostos, custos, despesas e eventuais descontos.

Em seguida, deve avaliar o custo líquido para o cliente. Afinal, no B2B, o crédito tributário pode afetar a percepção de preço.

A formação de preço precisa considerar o novo cenário

Por fim, a empresa deve simular cenários. Assim, entende se deve manter o Simples tradicional, avaliar o híbrido ou comparar outros regimes.

Como conversar com clientes estratégicos?

Primeiramente, a empresa deve se antecipar. Ou seja, não deve esperar o cliente pedir desconto para começar a estudar a Reforma.

Com efeito, uma conversa profissional pode mostrar que a empresa acompanha as mudanças e está preparada para analisar cenários. Isso transmite segurança.

Informação gera confiança na negociação

Além disso, o empresário pode explicar que qualquer mudança de preço ou modelo precisa considerar crédito, imposto e margem. Dessa forma, evita negociar apenas por pressão.

Quais dados a empresa precisa levantar?

A empresa deve levantar faturamento por cliente, regime tributário dos principais clientes, margem por contrato e custos relevantes.

Além disso, precisa mapear fornecedores, notas fiscais de entrada, créditos possíveis, contratos vigentes e sistema de emissão fiscal.

Dados confiáveis geram decisões melhores

Assim, a contabilidade consegue simular cenários com mais precisão. Afinal, sem dados confiáveis, qualquer decisão vira palpite.

O que acontece se a empresa ignorar a Reforma?

Se a empresa ignorar a Reforma, pode enfrentar pressão comercial inesperada. Assim, clientes podem pedir desconto antes que o empresário tenha números para responder.

Além disso, a empresa pode manter preços defasados, perder margem ou aceitar condições ruins. Como resultado, pode vender mais e lucrar menos.

Quem espera para agir pode perder competitividade

Portanto, esperar pode sair caro. Afinal, a empresa que não planeja negocia em desvantagem.

A contabilidade precisa atuar de forma consultiva

Atualmente, a contabilidade não pode apenas emitir guias. Ela precisa ajudar o empresário a interpretar impactos tributários e comerciais.

Nesse sentido, o contador deve analisar clientes, créditos, margens, contratos e cenários. Assim, transforma a Reforma em decisão de negócio.

Contabilidade estratégica faz diferença

Portanto, empresas do Simples Nacional B2B precisam de acompanhamento próximo. Pois a decisão correta depende de números, estratégia e visão operacional.

Como a Automatize Contabilidade by CLA pode ajudar?

A Automatize Contabilidade by CLA ajuda empresários do Simples Nacional a entenderem a Reforma Tributária com clareza, tecnologia e atendimento humanizado.

Com o intuito de proteger margem e competitividade, a Automatize apoia a empresa na análise de clientes, fornecedores, créditos, contratos e preço. Entre em contato conosco aqui.

Planejamento antes da concorrência

Além disso, a Automatize atua com visão consultiva. Dessa maneira, o empresário não toma decisão por boato, mas com dados, simulação e planejamento.

Conclusão: a competitividade começa antes da negociação

Em conclusão, empresas do Simples Nacional B2B precisam tratar a Reforma Tributária como uma questão estratégica. Afinal, o impacto pode aparecer na negociação com clientes antes mesmo de aparecer no imposto.

Portanto, o empresário deve agir agora. Ao mapear clientes, revisar preços, estudar créditos e simular cenários, a empresa protege margem, melhora a negociação e se prepara para competir no novo sistema.

Base legal: Emenda Constitucional nº 132/2023; Lei Complementar nº 214/2025; Lei Complementar nº 123/2006.

Fonte institucional de apoio: Agência Senado, sobre a promulgação da EC 132/2023 e a criação do modelo CBS/IBS.


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