A reforma tributária merece atenção especial dos franqueados que desejam preservar margem, caixa e competitividade. Afinal, os impactos não se limitam ao pagamento de impostos: royalties, taxa de marketing, fornecedores homologados, contratos, sistemas e formação de preço também entram nessa conta.
Além disso, franquias possuem uma particularidade importante. Embora sigam padrões definidos pela franqueadora, cada unidade precisa sustentar sua própria operação. Portanto, aluguel, folha, estoque, taxas, impostos e custos locais continuam sendo responsabilidade do franqueado.
Por isso, a melhor preparação não é esperar uma orientação genérica da rede. O ideal é entender a realidade financeira da unidade, revisar contratos e acompanhar os efeitos da reforma tributária sobre compras, preços e margem.
Índice
1. Por que franquias do Simples Nacional precisam entender a reforma tributária?
Franquias trabalham com modelos padronizados, mas isso não significa que todas as unidades tenham a mesma realidade financeira.
Custos locais podem variar bastante conforme cidade, ponto comercial, equipe e perfil dos clientes.
Além disso, a reforma tributária pode afetar compras, fornecedores, notas fiscais, contratos e preços.
Portanto, o franqueado precisa analisar sua própria operação, mesmo que a franqueadora forneça diretrizes gerais.
2. O Simples Nacional continua para franquias?
Sim. A reforma tributária não extingue o Simples Nacional.
Assim, unidades franqueadas corretamente enquadradas no regime poderão continuar nele.
Entretanto, permanecer no Simples não significa que tudo continuará igual.
A unidade continuará inserida em uma cadeia de fornecedores, clientes e sistemas que também estarão se adaptando.
Por isso, o franqueado precisa revisar custos, contratos e margens antes de tomar qualquer decisão tributária.
3. O que muda com IBS e CBS?
A reforma tributária cria uma nova estrutura para a tributação sobre bens e serviços por meio do IBS e da CBS.
Além disso, a lógica de não cumulatividade e créditos tributários ganha maior importância.
Na prática, isso pode afetar tanto as compras da unidade quanto a forma como clientes empresariais analisam uma contratação.
Por isso, franquias que atendem CNPJs precisam acompanhar não apenas o valor do imposto, mas também os efeitos comerciais da nova estrutura.
4. Por que franquias têm uma operação diferente?
A principal diferença está no grau de padronização.
A franqueadora pode definir fornecedores, sistemas, layout, produtos, campanhas, atendimento e até políticas comerciais.
Contudo, a unidade assume custos próprios.
Por isso, uma estratégia que funciona bem em determinada região pode pressionar a margem em outra.
Além disso, contratos de franquia costumam impor obrigações específicas.
Portanto, qualquer análise da reforma tributária precisa considerar também as regras da rede.
5. Royalties precisam entrar na formação de preço
Royalties representam um custo recorrente importante.
Por isso, não devem ser tratados apenas como uma despesa administrativa.
Eles precisam fazer parte da formação do preço e da análise de margem.
Além disso, quando fornecedores, aluguel ou folha aumentam, o peso dos royalties sobre o resultado pode ficar ainda maior.
Assim, o franqueado precisa acompanhar quanto sobra depois de todas as obrigações da rede.
6. Taxa de marketing também afeta o caixa
Muitas redes cobram fundo de propaganda, taxa de marketing ou contribuição institucional.
Embora esses recursos possam fortalecer a marca, eles continuam sendo uma saída de caixa da unidade.
Por isso, a análise financeira precisa considerar seu impacto.
Além disso, em períodos de margens mais apertadas, custos recorrentes ganham ainda mais relevância.
Portanto, taxa de marketing e royalties devem entrar juntos na análise da rentabilidade.
7. Fornecedores homologados podem pressionar custos
Em muitas franquias, o franqueado é obrigado a comprar de fornecedores definidos pela rede.
Assim, existe menos liberdade para negociar preço ou substituir parceiros.
Se esses fornecedores reajustarem valores, o impacto chega diretamente à unidade.
Além disso, a reforma tributária também pode alterar documentos, condições comerciais e custos ao longo da cadeia.
Por isso, fornecedores homologados precisam ser monitorados de perto.
8. O contrato de franquia precisa ser revisado
O contrato de franquia define direitos, deveres, royalties, taxas, fornecedores, território e diversas obrigações.
Por isso, deve ser revisado com atenção durante a transição.
Vale observar principalmente cláusulas de:
- reajuste;
- alteração tributária;
- reequilíbrio econômico;
- fornecedores obrigatórios;
- penalidades;
- rescisão;
- obrigações financeiras.
Além disso, contratos longos podem carregar condições que se tornam mais pesadas com o tempo.
Portanto, revisão jurídica e análise financeira devem caminhar juntas.
9. A Circular de Oferta de Franquia merece atenção
A Circular de Oferta de Franquia, a COF, apresenta informações relevantes sobre investimento, taxas, obrigações, fornecedores e funcionamento da rede.
Por isso, quem pretende abrir uma franquia precisa analisar esse documento com cuidado.
Além disso, a reforma tributária reforça a importância de avaliar cenários financeiros antes de investir.
Quem já opera uma unidade também deve comparar as projeções da rede com a realidade econômica do negócio.
Assim, decisões passam a ser baseadas em números e não apenas em expectativa comercial.
10. Compras padronizadas precisam de controle
Produtos, embalagens, uniformes, equipamentos e insumos podem ser definidos pela franqueadora.
Por isso, o franqueado precisa acompanhar custo, prazo e giro dessas compras.
Além disso, reajustes em itens obrigatórios podem reduzir a margem rapidamente.
Consequentemente, mesmo sem poder trocar de fornecedor, a unidade precisa saber exatamente quanto cada item pesa no resultado.
11. Estoque pode esconder perda de margem
Estoque representa dinheiro parado até a venda acontecer.
Por isso, produtos com baixo giro, vencimento ou obsolescência reduzem a eficiência financeira da unidade.
Além disso, o custo de reposição pode mudar.
Assim, o franqueado precisa saber quanto pagou pelo estoque atual e quanto custará repor o mesmo item.
Com a reforma tributária, acompanhar essa diferença ganha ainda mais importância.
12. Franquias de serviços também serão impactadas
A reforma tributária não afeta apenas franquias que vendem produtos.
Modelos de serviços também entram na nova lógica de tributação sobre consumo.
Isso inclui, por exemplo, clínicas, escolas, consultorias, estética, limpeza e manutenção.
Além disso, essas unidades dependem de sistemas, aluguel, marketing e equipe.
Portanto, mesmo sem estoque relevante, continuam expostas a mudanças de custos e documentos fiscais.
13. Franquias de comércio precisam revisar NCM e cadastros
Franquias que vendem mercadorias precisam cuidar da classificação fiscal e do cadastro dos produtos.
Entre os pontos relevantes estão:
- NCM;
- descrição;
- unidade de medida;
- preço de compra;
- preço de venda;
- dados fiscais.
Embora a rede possa fornecer parte dessas informações, a unidade precisa garantir que a emissão esteja correta.
Além disso, erros cadastrais podem se repetir em grande volume.
Por isso, revisão de dados e sistema precisam caminhar juntas.
14. Franquias de alimentação exigem atenção especial
Franquias de alimentação trabalham com insumos, perecíveis, embalagens, delivery, equipe e desperdício.
Por isso, possuem uma margem muito sensível a pequenos aumentos de custo.
Além disso, promoções e combos podem reduzir a rentabilidade quando são definidos sem cálculo.
Com a reforma tributária, acompanhar custo de insumos e preço de venda se torna ainda mais importante.
Assim, vender mais não significa necessariamente ganhar mais.
15. Delivery e marketplaces podem reduzir margem
Aplicativos e marketplaces ampliam as vendas, mas também criam custos adicionais.
Entre eles estão:
- comissão;
- taxa financeira;
- frete subsidiado;
- embalagem;
- promoção;
- publicidade.
Por isso, cada canal precisa ter sua margem calculada separadamente.
Além disso, uma venda via aplicativo pode gerar resultado muito diferente de uma venda no balcão.
Portanto, o franqueado precisa saber quais canais realmente sustentam o negócio.
16. Clientes B2B podem discutir créditos tributários
Algumas franquias atendem empresas ou possuem contratos corporativos.
Nesse cenário, o cliente pode analisar também os efeitos tributários da contratação.
Assim, questões relacionadas a créditos podem entrar na negociação.
Contudo, a unidade não deve conceder descontos automaticamente.
Antes disso, precisa calcular o impacto da redução sobre a margem.
Afinal, preservar uma venda sacrificando rentabilidade pode prejudicar o resultado da unidade.
17. Clientes B2C também podem sentir impactos indiretos
Franquias voltadas ao consumidor final tendem a enfrentar menor pressão direta por créditos tributários.
Entretanto, os custos dos fornecedores continuam afetando a operação.
Produtos, embalagens, tecnologia, aluguel e serviços podem ficar mais caros.
Por isso, o impacto da reforma tributária pode chegar ao consumidor indiretamente por meio do preço.
Assim, unidades B2C também precisam revisar custos e margens.
18. A nota fiscal precisa refletir a operação real
A documentação fiscal deve representar corretamente a venda ou serviço prestado.
Por isso, vale revisar informações como:
- CNAE;
- código de serviço;
- NCM;
- CFOP;
- descrição;
- município;
- natureza da operação.
Além disso, inconsistências podem gerar retrabalho e problemas de conferência.
Portanto, o franqueado não deve presumir que o sistema da rede elimina toda a responsabilidade local.
19. Sistemas da franqueadora precisam estar preparados
Muitas unidades dependem completamente do software escolhido pela rede.
Por isso, o franqueado deve acompanhar como esse sistema será adaptado à nova estrutura tributária.
Vale perguntar sobre:
- novos campos;
- IBS e CBS;
- relatórios;
- integração financeira;
- atualização de cadastros;
- cronograma de implantação.
Além disso, sistema atualizado não corrige dado errado.
Portanto, tecnologia e revisão cadastral precisam avançar juntas.
20. Preço sugerido pela rede precisa ser analisado localmente
Algumas franqueadoras trabalham com preço sugerido ou tabela nacional.
Entretanto, o custo da unidade pode variar bastante.
Aluguel, folha, concorrência, fornecedores e frete mudam de uma região para outra.
Por isso, o preço sugerido precisa ser comparado com a realidade local.
Além disso, a reforma tributária pode alterar custos e margens.
Assim, seguir uma tabela sem analisar a unidade pode gerar perda de rentabilidade.
21. Promoções da rede exigem cálculo local
Campanhas nacionais podem trazer tráfego e fortalecer a marca.
Contudo, uma promoção só é boa se a unidade continuar ganhando dinheiro.
Por isso, o franqueado precisa calcular:
- custo;
- desconto;
- ticket médio;
- margem;
- capacidade de atendimento.
Além disso, promoções recorrentes podem reduzir a percepção de valor.
Portanto, marketing e finanças precisam trabalhar juntos.
22. Fluxo de caixa precisa acompanhar as obrigações da franquia
Franqueados precisam pagar royalties, marketing, aluguel, folha, fornecedores, sistemas e impostos.
Por isso, fluxo de caixa é essencial.
Além disso, qualquer aumento de custo ou desconto concedido pode reduzir a liquidez.
Consequentemente, faturamento alto não garante caixa saudável.
Assim, venda, recebimento, custo e lucro precisam ser analisados separadamente.
23. O Simples Nacional pode continuar vantajoso?
Sim. Para muitas franquias, permanecer no Simples Nacional pode continuar fazendo sentido.
Entretanto, a decisão deve considerar a realidade da unidade.
Entre os fatores estão:
- royalties;
- taxa de marketing;
- folha;
- fornecedores;
- margem;
- perfil dos clientes;
- créditos tributários;
- fluxo de caixa.
Portanto, a menor guia não deve ser o único critério.
24. O chamado Simples Nacional híbrido pode ser analisado?
O mercado utiliza a expressão Simples Nacional híbrido para a possibilidade de permanecer no Simples para parte dos tributos e recolher IBS e CBS pelo regime regular.
Em franquias B2B, essa alternativa pode entrar na análise.
Contudo, ela também pode aumentar a complexidade da operação.
Por isso, não deve ser escolhida apenas porque um cliente pediu determinada condição.
Primeiro, é necessário simular imposto, créditos, margem e caixa.
25. Quando comparar o Lucro Presumido?
Algumas franquias podem incluir o Lucro Presumido nas simulações.
Entretanto, isso não significa que sair do Simples seja automaticamente vantajoso.
A comparação precisa considerar:
- faturamento;
- folha;
- royalties;
- taxa de marketing;
- margem;
- contratos;
- obrigações;
- custo administrativo.
Além disso, unidades em crescimento ou grupos com várias franquias precisam rever essa análise periodicamente.
26. Como organizar os dados para uma simulação?
Primeiramente, a franquia deve separar receitas por produto, serviço, canal e unidade.
Depois, deve levantar:
- royalties;
- taxa de marketing;
- folha;
- aluguel;
- fornecedores;
- estoque;
- sistemas;
- impostos;
- despesas financeiras.
Além disso, vale separar clientes B2B e B2C.
Dessa forma, a contabilidade consegue construir cenários mais próximos da realidade.
27. Quais erros franqueados devem evitar?
O primeiro erro é acreditar que a franqueadora resolverá todos os impactos da reforma tributária.
O segundo é seguir preço sugerido sem analisar o custo local.
Além disso, ignorar royalties, marketing e fornecedores homologados pode distorcer a margem.
Outro erro é olhar apenas para faturamento.
Afinal, uma unidade pode vender muito e ainda assim apresentar baixa rentabilidade.
28. Como montar um plano de ação?
O primeiro passo é revisar o contrato de franquia.
Depois, vale analisar:
- fornecedores;
- preços;
- estoque;
- notas fiscais;
- sistemas;
- fluxo de caixa.
Em seguida, calcule margem por produto, serviço, canal e unidade.
Além disso, compare custos locais com os parâmetros da rede.
Por fim, simule diferentes cenários tributários com a contabilidade.
Assim, o franqueado consegue priorizar os ajustes mais importantes.
29. Qual é o papel da contabilidade consultiva?
A contabilidade consultiva precisa compreender a lógica de uma franquia.
Por isso, não basta emitir guias.
É necessário analisar contrato, royalties, marketing, fornecedores, notas fiscais, margem e caixa.
Além disso, diferentes cenários precisam ser traduzidos para uma linguagem clara.
Dessa forma, o franqueado consegue decidir com mais segurança.
30. Como a Automatize Contabilidade by CLA pode ajudar?
A Automatize Contabilidade by CLA pode apoiar franquias do Simples Nacional na preparação para a reforma tributária.
A análise pode envolver contratos, royalties, taxa de marketing, fornecedores, sistemas, notas fiscais, créditos e fluxo de caixa.
Além disso, uma visão integrada entre contabilidade e gestão ajuda a identificar onde a unidade está perdendo margem.
Assim, o franqueado consegue agir antes que mudanças tributárias ou aumentos de custos comprometam o resultado.
Conclusão
A reforma tributária não significa o fim do Simples Nacional para franquias. Entretanto, ela aumenta a necessidade de conhecer melhor os custos e a margem de cada unidade.
Royalties, taxa de marketing, fornecedores homologados, estoque, preços e contratos precisam ser analisados em conjunto.
Por isso, o franqueado que conhece seus números e revisa periodicamente sua operação estará mais preparado para atravessar a reforma tributária com previsibilidade e segurança.