
Planejamento tributário e Reforma Tributária é uma prioridade para empresas do Simples Nacional que querem atravessar a transição com mais segurança. Afinal, as mudanças não envolvem apenas o valor dos impostos, mas também clientes, fornecedores, créditos, sistemas, contratos e margem.
Atualmente, 2026 já funciona como uma etapa importante de implementação da CBS e do IBS. Além disso, a Receita Federal definiu obrigações e procedimentos específicos para este período de testes. Portanto, esperar 2027 para começar a organizar a empresa pode deixar pouco tempo para corrigir sistemas, preços e contratos.
Além disso, empresas do Simples terão decisões relevantes ainda em setembro de 2026, especialmente sobre a forma de recolhimento do IBS e da CBS em 2027. Dessa forma, planejamento tributário deixa de ser apenas uma comparação de alíquotas e passa a fazer parte da estratégia financeira e comercial do negócio.
Índice
Em primeiro lugar, a Reforma Tributária não acontece de uma única vez. Pelo contrário, a transição possui diferentes etapas, regras e períodos de adaptação.
Por isso, sistemas, notas fiscais, contratos, fornecedores e preços também não podem ser ajustados de última hora. Além disso, uma decisão tributária tomada sem analisar o restante da operação pode reduzir competitividade ou pressionar o caixa.
Portanto, planejamento tributário não significa apenas tentar pagar menos imposto. Acima de tudo, significa comparar cenários para proteger margem, liquidez e sustentabilidade.
Sim. O Simples Nacional foi preservado pela Reforma Tributária. Assim, empresas que atendem às condições legais poderão continuar enquadradas no regime.
Contudo, a continuidade do Simples não significa que tudo permanecerá igual. Afinal, a empresa continuará inserida em uma cadeia de clientes e fornecedores que também será afetada pelo IBS e pela CBS.
Além disso, mesmo empresas já enquadradas no Simples precisarão avaliar a forma de recolhimento desses dois novos tributos. Portanto, o regime simplificado continua, porém a decisão estratégica ganha novas variáveis.
A Lei Complementar nº 214/2025 instituiu o Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS, e a Contribuição Social sobre Bens e Serviços, a CBS. Além disso, a legislação criou a estrutura básica do novo modelo de tributação sobre o consumo.
A CBS possui competência federal. Já o IBS reúne a tributação de estados e municípios. Dessa forma, os dois tributos fazem parte do processo de substituição gradual de tributos atuais sobre o consumo previsto pela Reforma.
Além disso, a nova estrutura amplia a importância da não cumulatividade e dos créditos. Por isso, empresas precisam entender não somente o imposto que pagarão, mas também os créditos relacionados às compras e vendas.
Em 2026, a Reforma Tributária do Consumo entrou em uma fase de testes e implementação das novas obrigações. A Receita Federal determinou, por exemplo, a adaptação de documentos fiscais eletrônicos ao destaque de IBS e CBS conforme os leiautes e cronogramas aplicáveis.
Ao mesmo tempo, a orientação oficial prevê dispensa do recolhimento dos valores de teste para contribuintes que cumpram corretamente as obrigações acessórias previstas para o período. Portanto, 2026 não deve ser interpretado simplesmente como um ano de cobrança normal dos novos tributos.
Por outro lado, é justamente neste período que empresas precisam revisar cadastros, sistemas, contratos e projeções. Assim, os testes podem ser usados para identificar falhas antes de 2027.
Setembro de 2026 será um mês importante para o planejamento das empresas do Simples Nacional.
Segundo o Portal do Simples Nacional, entre 1º e 30 de setembro de 2026, a empresa poderá fazer a opção relacionada ao recolhimento regular de IBS e CBS para o primeiro semestre de 2027.
Se a empresa não fizer essa opção, IBS e CBS permanecerão dentro da guia única do Simples no primeiro semestre de 2027. Além disso, haverá uma nova oportunidade de escolha em março de 2027 para produzir efeitos no segundo semestre.
Portanto, não é uma decisão que deve ser tomada apenas no momento do acesso ao portal. Antes disso, é necessário simular impacto em impostos, créditos, caixa e clientes.
No mercado, costuma-se chamar de Simples Nacional híbrido a situação em que a empresa permanece no Simples para parte dos tributos, mas opta pela apuração de IBS e CBS pelo regime regular.
Entretanto, “Simples híbrido” é uma expressão informal. A legislação trata da possibilidade de recolhimento desses tributos fora do regime unificado, conforme as regras aplicáveis.
Nesse cenário, a empresa pode entrar em uma lógica diferente de débitos e créditos de IBS e CBS. Contudo, também pode assumir mais controles, obrigações e efeitos sobre o caixa.
Por isso, essa alternativa não deve ser escolhida apenas porque parece gerar mais crédito para clientes.
Primeiramente, a empresa deve separar as receitas provenientes de pessoas físicas e pessoas jurídicas.
Clientes pessoa física não utilizam créditos de IBS e CBS como uma empresa sujeita ao regime regular. Portanto, negócios predominantemente B2C tendem a enfrentar menos pressão comercial direta relacionada ao crédito tributário.
Por outro lado, clientes B2B podem analisar preço, crédito, contrato e custo líquido da contratação. Assim, o tratamento tributário do fornecedor pode passar a fazer parte da negociação.
Além disso, essa análise é especialmente importante quando poucos clientes representam uma parcela significativa do faturamento.
Na nova lógica tributária, os créditos de IBS e CBS possuem papel relevante na não cumulatividade. Entretanto, o direito e o valor do crédito dependem das condições previstas na legislação.
Por isso, uma empresa não deve afirmar genericamente que determinado cliente terá ou não terá crédito sem analisar a operação.
Além disso, empresas do Simples precisam considerar o efeito que sua forma de recolhimento pode produzir na cadeia B2B.
Portanto, a pergunta não deve ser apenas “quanto minha empresa pagará?”. Também é necessário perguntar “como essa escolha afeta meus clientes, meus fornecedores e minha margem?”.
Fornecedores influenciam custo, prazo, crédito e caixa. Assim, eles precisam fazer parte de qualquer planejamento para a Reforma.
Primeiramente, a empresa deve identificar os fornecedores responsáveis pela maior parcela de suas compras. Depois, deve avaliar preços, condições comerciais, documentos fiscais e possíveis créditos relacionados às aquisições.
Além disso, fornecedores também estão passando pela adaptação. Portanto, preços e condições podem mudar ao longo da transição.
Por isso, uma simulação feita apenas com os custos atuais pode precisar de atualização periódica.
Contratos definem preço, prazo, reajuste e responsabilidades. Consequentemente, uma mudança tributária pode alterar o equilíbrio econômico originalmente previsto.
Por isso, empresas devem revisar especialmente cláusulas relacionadas a:
Além disso, contratos de longo prazo merecem atenção maior. Afinal, um preço definido hoje pode se tornar inadequado diante de novos custos ou condições tributárias.
Portanto, a revisão contratual deve caminhar junto com a simulação financeira.
Preço não deve ser definido apenas somando o imposto ao custo.
Primeiramente, a empresa precisa considerar custos diretos, despesas, folha, comissões, taxas, tributos e margem desejada.
Depois, deve analisar como o novo cenário afeta fornecedores, créditos e clientes.
Além disso, empresas B2B podem enfrentar pedidos de desconto relacionados ao crédito tributário. Por isso, qualquer concessão comercial precisa ser simulada antes de ser aceita.
Assim, o empresário evita manter o faturamento e perder lucratividade.
Em 2026, documentos fiscais eletrônicos passaram a integrar a fase de adaptação ao IBS e à CBS conforme regras e notas técnicas específicas. Por isso, sistemas fiscais, emissores e ERPs precisam acompanhar os cronogramas oficiais.
Além disso, a empresa deve revisar cadastros que alimentam esses sistemas.
Entre os pontos importantes estão:
Dessa forma, a empresa reduz o risco de automatizar informações incorretas.
Uma escolha tributária pode parecer vantajosa no total anual e, ainda assim, criar pressão financeira em determinados meses.
Por isso, a simulação precisa mostrar quando o dinheiro entra e quando o dinheiro sai.
Além disso, o planejamento deve considerar:
Assim, o empresário consegue avaliar a capacidade real de financiar a operação durante a transição.
Antes de simular qualquer cenário, a empresa precisa reunir informações confiáveis.
Entre elas:
Além disso, vale separar dados mensais. Dessa forma, a análise mostra sazonalidade e períodos de maior pressão sobre o caixa.
Uma boa simulação precisa comparar mais do que alíquotas.
Primeiramente, é necessário avaliar o cenário atual. Depois, a empresa pode comparar alternativas como manutenção do IBS e da CBS dentro do Simples ou opção pela apuração regular, além de outros regimes quando fizer sentido.
Entretanto, a comparação deve incluir:
Assim, o empresário consegue enxergar o efeito completo da decisão.
Portanto, a menor guia não representa necessariamente a melhor alternativa.
A Reforma Tributária não deve ficar restrita à contabilidade.
Por exemplo, o comercial precisa entender como preço e crédito podem aparecer nas negociações. Já o faturamento precisa emitir documentos corretamente.
Além disso, compras precisa acompanhar fornecedores, enquanto o financeiro deve monitorar caixa e contratos.
Portanto, gestão, fiscal, financeiro, comercial e operação precisam compartilhar informações.
Dessa maneira, a empresa reduz decisões contraditórias entre departamentos.
O primeiro erro é esperar 2027 para começar a preparação. Afinal, decisões relevantes do Simples já acontecem em setembro de 2026.
O segundo erro é agir com base em boatos. Como a regulamentação continua sendo implementada, a empresa deve acompanhar fontes oficiais e orientação técnica atualizada.
Além disso, o terceiro erro é olhar apenas para imposto.
Uma alternativa pode reduzir o tributo e, ao mesmo tempo, aumentar complexidade, prejudicar o caixa ou gerar pressão comercial.
Portanto, decisão tributária precisa considerar o negócio inteiro.
Em primeiro lugar, faça um diagnóstico da operação atual.
Depois, revise:
Em seguida, realize as simulações tributárias e financeiras.
Além disso, defina responsáveis e prazos para cada ajuste.
Como setembro de 2026 traz decisões importantes para empresas do Simples, o ideal é chegar a esse período com cenários previamente estudados.
Assim, a empresa decide com base em dados, e não sob pressão.
A contabilidade consultiva precisa transformar a Reforma Tributária em números compreensíveis para o empresário.
Por isso, não basta informar uma alíquota. É necessário avaliar clientes, fornecedores, créditos, margem, preço, caixa e contratos.
Além disso, a contabilidade deve ajudar a comparar diferentes formas de apuração e explicar os impactos comerciais de cada escolha.
Dessa forma, o contador deixa de atuar apenas na emissão de guias e passa a apoiar decisões estratégicas.
A Automatize Contabilidade by CLA pode apoiar empresas do Simples Nacional na construção do planejamento tributário para a Reforma Tributária.
Primeiramente, a análise pode envolver faturamento, clientes, fornecedores, contratos, notas fiscais, créditos, preços e fluxo de caixa.
Além disso, a visão integrada entre contabilidade, fiscal, financeiro e operação ajuda a identificar onde estão os principais riscos.
Assim, o empresário consegue avaliar com mais clareza se deve manter sua estrutura atual ou estudar alternativas antes das decisões de 2027.
Entender planejamento tributário e Reforma Tributária é fundamental para empresas do Simples Nacional que querem tomar decisões com mais segurança. Afinal, a transição envolve muito mais do que imposto: ela pode afetar créditos, preços, contratos, fornecedores, sistemas e fluxo de caixa.
Por fim, agosto e setembro de 2026 representam um momento especialmente importante para organizar dados e realizar simulações. Como a opção relacionada à forma de recolhimento de IBS e CBS para o primeiro semestre de 2027 ocorre em setembro, preparar os cenários antes dessa decisão ajuda a proteger margem e competitividade.
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